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Nova versão do PJe conta com mais de 180 melhorias

Neste final de semana, foi instalada a versão 2.6 do Processo Judicial Eletrônico - PJe na Justiça do Trabalho em Mato Grosso do Sul. A versão 2.6 do PJe apresenta algumas funcionalidades que foram acrescentadas e outras aperfeiçoadas, com o objetivo de deixar o trabalho mais eficaz e seguro. A remessa dos processos foi atualizada para uma nova arquitetura, que deixará o uso mais estável e intuitivo.

Segundo o coordenador nacional do PJe-JT, juiz do trabalho Fabiano de Abreu Pfeilsticker (TRT da 3ª Região), a versão 2.6 do PJe trouxe muitos benefícios. "É uma versão com mais de 400 demandas, de 400 atualizações e de 180 tipos de melhorias dentro do sistema. Essas novidades são aguardadas há muito tempo pelos usuários externos e internos", explicou. 

Lançamento da versão

No ano passado, devido à pandemia, o PJe não teve uma versão de atualização.  "As versões do PJe, de uns tempos pra cá, têm tido lançamentos de versões com melhorias sempre nos meses de dezembro e de julho. Em 2020, a gente não teve essa versão em julho e a nossa ministra presidente com muita cautela e sabedoria decidiu postergar o lançamento dessa versão 2.6".

O coordenador explicou que o lançamento da versão 2.6 do PJe ocorreu em janeiro com os Tribunais Regionais do Trabalho da 12ª Região (SC) e da 15ª Região (Campinas/SP). "Por ser uma versão de um ano inteiro, é uma versão longa, grande e com muitas novidades".

Novas funcionalidades

A versão 2.6 do PJe tem novas ferramentas como o Plenário Eletrônico, a Secretaria Eletrônica, o Minutar Voto e a autuação de recursos internos e de recursos para o TST. O projeto Gemini, o novo fluxo 2º grau - KZ (plantão, Cejusc, AR), o eRec e a nova análise de recurso também são novidades.

Foi criado um novo módulo de registro e consulta de penhoras que vai agilizar, organizar e dar mais segurança às ordens determinadas. A opção Minutar Voto ganhou um editor de texto mais moderno. Também foi inserida a possibilidade de integração com os ambientes Plenário e Secretaria Eletrônica, desenvolvidos pelo Tribunal Superior do Trabalho. A partir de agora, o usuário também poderá fazer a assinatura digital pelo celular ou tablet, por meio do aplicativo JTe. E uma rotina de automatização irá fazer uma verificação ampla e automática da triagem inicial dos processos, tornando mais fácil e rápida essa fase. 

O eRec, anteriormente um sistema satélite do PJe, foi internalizado, proporcionando mais comodidade e simplicidade ao usuário. Foi criado também o módulo Gemini, que utiliza inteligência artificial para agrupar documentos de processos por similaridade de temas. A ferramenta promove mais celeridade processual, treinando a máquina para ajudar o usuário no trabalho.

Ainda em relação aos sistemas satélites do PJe, o EXE-PJe contará com um banco de penhoras; o Gestão Eletrônica de Precatórios (GPrec) trará um módulo de administração e tabelas básicas, cadastro de precatório e RPV, módulo de controle de pagamento e quitação, ofício requisitório e certidões; o Sistema de Interoperabilidade Financeira (SIF) contará com correções na consulta de situação de alvarás e com o acesso de perfis de assistente de juiz e de servidor, além da inclusão de  comprovante de pagamento de alvará do SIF e comprovante de depósito na timeline do processo no PJe; e o Sistema Eletrônico de Assistência Judiciária (AJ/JT) trará alterações no painel do usuário interno e melhorias de desempenho.

No âmbito de funcionalidades do próprio sistema, também foi criado um novo painel do advogado, procurador e jus postulandi, que atenderá melhor às demandas de todos que usam o PJe, bem como a possibilidade de cadastro específico para procurador, assistente de procuradoria, de jus postulandi e de órgão julgador colegiado; a funcionalidade de certidões trabalhistas, que possibilitará ao usuário externo emitir sua certidão sem precisar estar logado no sistema; e melhorias na ferramenta de impedimento e suspeição, que contará com automatização da verificação de impedimentos e suspeições de magistrados, ícones de alertas e verificação das regras na conclusão dos processos e assinatura de documentos pelos magistrados.

Também são destaque os esforços em relação ao aprimoramento técnico do PJe - com melhorias de segurança (recuperação de senha via certificado digital, aprimoramento da recuperação de senha e maior segurança no acesso do usuário), ajuste na comunicação entre módulos e na tecnologia de interface gráfica.

Acessibilidade

Eleita um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento do PJe, a acessibilidade do sistema será alvo de um projeto específico. A técnica judiciária do TRT da 1ª Região (RJ) e membro do GNN Varia Villela destacou que, como pessoa com deficiência visual, é perfeitamente possível desempenhar, senão todas, quase todas as atividades existentes no PJe. "Foram feitos todos os ajustes necessários para que as informações constantes dos processos e listas de processos estejam acessíveis para leitores de telas", declarou.

Fonte: CSJT